24 março, 2017
22 fevereiro, 2017
TO LOVE SOMEBODY OU COMO AMAR O RIO DA IMPERMANÊNCIA
e como já não amasse mais tinha uma necessidade ainda maior de amar novamente
mas seria um erro perder a chance de seguir só em sua
jornada já milenar de atravessamentos
e porque já não amava mais andava leve e
sempre em busca
nunca encontrando nada que movimentasse seu interior
a carne
já não tremia
e já que não faz questão de amar encontra sempre um motivo para
a satisfação do prazer seguinte
mesmo sabendo que nunca será o momento
seguinte até que aconteça algo
e que seja doce
voraz e impermanente
e se já não há
amor como prever o momento
a dor e a demanda?
e como não amando
não querendo
não desejando
morre a cada instante era inevitável que amasse
imensuravelmente.
13 fevereiro, 2017
Do Amor na Pós Modernidade
O amor pós moderno
Não respira
Não toca a terra
Não cria raiz
Não recicla
Não fica
Não nada
Evapora
Entorpece
Queima
E desaparece
Descartável
Pós Líquido:
É amor volátil
29 janeiro, 2017
Dos Sonhos Inéditos
Enquanto velo teu sono
És o poema
Sem querer te adorar
Te alcanço
Tudo é vida, amor e paz
Até o próximo despertar
Enquanto velo teu sono
O amor possível
Velo
Vejo
Meu sonho
Enquanto amar
17 janeiro, 2017
A PROMESSA (Todo porto é também Mar)
Tão azul que de azul nem se lembra
mar alto, céu, centro
a vida era movimento
e cores
nunca mais
fotografo a noite
a morte de quem ama
o futuro acabado, posto, dado
Tão seu que de mim já nem se lembra
lenda, linda!
A flor da tenda
Azul
11 janeiro, 2017
08 novembro, 2016
DAS SUTILEZAS
Além do amor
a alegria também é subversiva
e te alimenta
ao invés de te devorar
Mas para além tudo
o amor é
irresistível.
11 outubro, 2016
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