A alma é como uma casa de madeira, que faz barulhos com as mudanças de temperatura. O importante é sempre lembrar que não são fantasmas: são os nós do tempo.
22 julho, 2015
Das Águas Passadas
Nos momentos em que me desalmo, deságua em meu peito um rio nostálgico de saudades e fantasias. Alguns aromas de cânfora e mel, uns bons goles de um doze anos, alguns acordes macios que lembram navios nos dias de vento. Enfim, momentos...
Desalmar o peito, desnudar a carne, desde que eu mantenha a mim mesma no centro.
06 julho, 2015
Blues Acordes
Algumas estrelas
De tempos em tempos
Pousam, como aves
Entre meus dedos
Querendo tocar
O meu violão.
Azulam de medo
No primeiro instante...
Não morrem: eternam-se
E divam brilhantes
Dormem estrelas
Acordam canção
13 junho, 2015
22 fevereiro, 2015
26 janeiro, 2015
CATALEPSIA
amor
é gatilho
pra morte
e
pra minha
sorte
há tempos
eu faleci
nos tempos de paz
não amar
será viver
e na vida
ser
sempre
só
e
no amor
somente
ser
31 outubro, 2014
Das Vidas
"Noite de vento, noite dos mortos..."
(Érico Veríssimo)
"Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos..."
(Secos e Molhados)
Em certas épocas do ano
(Não sei se de vento ou de flores)
Alguns fantasmas aparecem
A me visitar
Com os mortos eu até converso
Sobre amores, de carinho ou gratidão
Mas com os vivos,
Faço questão de reforçar-lhes
A invisibilidade...
Alma louca
Candeia pouca
Meus vivos primeiro.
07 outubro, 2014
Baisers et des Caresses
Entre tantos olhos
Todos os olhares foram teus
E nos teus abraços
Encontrei meus braços
Engoli o adeus
Entre teus sorrisos
Prometia o dia
Na linda manhã
Calor, alegria
Eu senti na pele
Qualquer coisa vã
Entre tantos beijos, suspiros e mantras
Me perdi
Nos teus.
Assinar:
Postagens (Atom)








