26 janeiro, 2015

CATALEPSIA



amor
é gatilho 
pra morte
e
pra minha 
sorte
há tempos
eu faleci
nos tempos de paz
não amar 
será viver
e na vida
ser
sempre
e
no amor
somente 
ser

31 outubro, 2014

Das Vidas




"Noite de vento, noite dos mortos..."
(Érico Veríssimo)

"Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos..."
(Secos e Molhados)

Em certas épocas do ano
(Não sei se de vento ou de flores)
Alguns fantasmas aparecem
A me visitar

Com os mortos eu até converso
Sobre amores, de carinho ou gratidão

Mas com os vivos, 
Faço questão de reforçar-lhes 
A invisibilidade...

Alma louca
Candeia pouca
Meus vivos primeiro.



07 outubro, 2014

Baisers et des Caresses


Entre tantos olhos
Todos os olhares foram teus
E nos teus abraços
Encontrei meus braços
Engoli o adeus
Entre teus sorrisos
Prometia o dia
Na linda manhã
Calor, alegria
Eu senti na pele
Qualquer coisa vã

Entre tantos beijos, suspiros e mantras
Me perdi
Nos teus.

22 setembro, 2014

Da Fome


E se não for de dor
De se entregar
Nem tente
Que amor é
Prato que se
Come quente
Lambusando a cara
E sujando
Os dentes
Amalá dos deuses
Que se manipula
Com as mãos
E levando
À boca
Vai pela garganta
Faz caminho certo
Ao coração
Se não for de dor
De queimar os lábios
E de se entregar
Se não faz salivar
Não me apetece
Se não é amor
Esquece
Que minha fome é grande
Mas meu
Coração
Maior ainda...

02 setembro, 2014

Nothing But The Blues



Like old friends
Me and my pain
With hold hands
Again...

It's another 
Ordinary story
But that's my party
There's no glory

And love was not invited...

20 agosto, 2014

Do Tempo



eu te espero entre as arvores secas do outono
e meus olhos invernam teu corpo
tu vens!
escuto de longe o farfalhar de teus passos
entre as folhas secas que descolorem o caminho
tu chegas calmo
sobejo, como uma brisa de verão
desfolha entre meus dedos
a esperança de uma primavera farta, silenciosa e feliz

amanheço, desabrochada
e já nem sei do tempo de sol ou de semente:
o tempo é de ser