13 agosto, 2014
Sala de Espera
Teu riso invade
Minha alma
Que andava
Bocejada
E o corpo agita
Como se fosse
Hora de acordar
Desperta, amor:
Despertador!
12 agosto, 2014
02 agosto, 2014
Enquanto Lágrima
Eu carrego uma saudade recém parida nos braços enquanto gasto o tempo de ser só
Tempo de não ter dó nem dor
Porque enquanto só: amor
01 julho, 2014
Poeminha pra um Dia Pequeno
O que é um pontinho de luz
em um dia cinza e pequeno?
Um poema engraçadinho
ou um copo de veneno!
Bebe do poema, boba!
Já basta a vida que mata
Bebe de pouco, devagar
Sorrindo ou chorando
Até se afogar
Bebe o poema de um gole
Que o mais
É besteira
É só acordar!
Bebe do poema bobo
Que pequeno nesse mundo
É dormir e não sonhar!
05 junho, 2014
A Hora Infame
Eis o vazio
Sem dor
Sem dó
Preenche
O espaço
Da fé
Na outra margem
Eu
Preenchendo-me
Com lápis, papel
E tesoura sem ponta
- Garçom, por favor: a conta.
11 abril, 2014
Armadilha
Meu coração
É uma casa
Sem portas
Onde só entra
Quem sabe usar
As janelas
Conservo as
venezianas
sem tramelas
Mas cuidado:
Não há
Saída de emergência
03 fevereiro, 2014
Vive la Resistance!
A vida persiste, resiste, insiste!
Não pede passagem, quiçá fica triste!
Cantando a canção, a alma em riste!
A vida que segue! A vida que existe!
08 janeiro, 2014
Pretexto
"E deste modo, insistindo em manter as despedidas em dia, galgando espaço entre as gargantas e os folhetins, tirando o sono de quem já não dorme, como um engasgo, um gole de vácuo, um resto de pele morta esquecida no fundo da banheira, eu que já não tomo café, que já não tomo remédios, não tomo vergonha, sigo a esperar, já não acordo, de acordo, sem cordas, mas sim, tudo pode ser esquecido."
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